GEEK CAMPINENSE
Blog do Guilherme Felipe Agapto: o primeiro medalhista de Campina do Monte Alegre em competições científicas internacionais. Administrador, estudante de matemática no IFSP, palmeirense, tio e astrônomo amador.
terça-feira, 7 de julho de 2026
ESTUDANTE DE CAMPINA DO MONTE ALEGRE OBTÉM SUA 10ª MEDALHA EM MENOS DE DOIS ANOS.
CABO VERDE E PARAGUAI MELHORES QUE O BRASIL 😯
quinta-feira, 25 de junho de 2026
COMO SERIA SE HOUVESSE UMA COPA INTERPLANETÁRIA NO NOSSO SISTEMA SOLAR? PLANETAS QUE REPRESENTARIAM SUAS SELEÇÕES, LUAS E CURIOSIDADES.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
BALANÇO DOS PRIMEIROS 3 MESES DE 2026
domingo, 23 de novembro de 2025
PALAVRAS QUE SÃO UTILIZADAS PELA GERAÇÃO Z QUE NÃO FAZEM SENTIDO
Algumas palavras também são utilizadas em contextos que dificultam a comunicação e outras distorcem o significado de uma palavra ou ainda são ferramentas para picaretagem linguística.
1- Farmar aura: uma das palavras mais citadas pelos jovens, mas não faz sentido algum, pois nenhum dos termos são termos da língua portuguesa, sequer o termo "farmar", que é uma aportuguesação do termo "farm" que é cultivar. No português existem palavras mais adequadas como cultivar e exercer/criar influência sobre alguém.
2- Outra palavra muito utilizada pelas pessoas da geração Z (e que, infelizmente, contaminou outras gerações) é o termo "coach". Em português é o mesmo que técnico ou treinador/preparador. Geralmente quem se diz "coach" geralmente é um picareta que transforma o nome numa alavanca financeira para dar golpe vendendo supostas fórmulas prontas de enriquecimento.
3- Pronomes neutros, como "elu", "delu" e "todes". São termos muito utilizados pela geração Z e que parecem um vocabulário mais inclusivo, mas que, num contexto em que as pessoas mal conseguem conjugar verbos no infinitivo, a obrigação do uso destes termos torna a dificuldade linguística ainda mais evidente. Além disso, boa parte das línguas que utilizam o pronome "neutro", como no caso do alemão e do inglês (Das e It, respectivamente) utiliza o pronome não como o de uma pessoa, mas no sentido de "coisa". Fora toda esta polêmica, o uso da linguagem neutra sem qualquer outra estratégia eficaz de inclusão torna a adoção desta exclusivamente de cunho demagógico.
4- Personal Trainer: quem nunca viu uma notícia onde uma loira trai o marido com um "personal trainer". Entretanto a profissão mais odiada pelos jogadores de futebol também é uma traição linguística, já que o termo em português (treinador ou preparador pessoal) teria menos "glamour" (outro termo estrangeiro) para ser uma ocupação de talaricos.
5- Termos alfa, beta, sigma, entre outros, quando fala em sexualidade. Tem gente que mal aprenderam o português e que, usando os termos do alfabeto da Grécia, estão LITERALMENTE falando grego.
terça-feira, 16 de setembro de 2025
ESTUDANTE DE CAMPINA DO MONTE ALEGRE (E IFSP CAMPUS ITAPETININGA) OBTÉM A 5ª MEDALHA EM 15 MESES
ESTUDANTE TEVE MEDALHAS DE PRATA E BRONZE EM OLIMPÍADAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS EM VÁRIAS ÁREAS, ALÉM DE DUAS MENÇÕES HONROSAS.
domingo, 10 de agosto de 2025
POR QUÊ LEVARÁ TEMPO PARA OS SALÁRIOS DOS JOGADORES E JOGADORAS TORNAREM IGUAIS?
Recentemente, uma entrevista da jogadora Marta evidenciou a diferença técnica e social entre os desportos masculinos e femininos. Enquanto Marta evidenciava que seu chute era indefensável para qualquer goleiro do futebol masculino, internautas colocaram defesas de goleiros do futebol masculino em arremates ainda melhores que o da Marta, evidenciando o argumento oposto.
Marta foi alvo de ironias nas redes sociais após as declarações sobre o chute supostamente indefensável.
Isso reacendeu discussões sobre a equivalência dos salários entre os jogadores do futebol masculino e feminino. Alguns argumentos para a disparidade entre os salários são os seguintes:
Futebol feminino é um esporte ainda em transição, sendo em grande parte amador ou semiprofissional.
Futebol feminino precisa ganhar espaço antes da equivalência de salários. O futebol feminino enfrenta uma forte concorrência com o futebol masculino até mesmo com outras modalidades. Porém o espaço está crescendo com o marketing e os salários estão em tendência de crescimento.
Futebol feminino é tecnicamente mediano, na maioria dos clubes. O futebol praticado por Marta &Cia é de alto nível, mas a maior parte dos clubes brasileiros ainda não tem um nível técnico profissional, com goleadas,¹ desigualdade entre os clubes com mais torcida e investimentos e os menos visados ou com menor torcida.
O futebol masculino entre 1940 e 60 tinha salários menores, especialmente porque ainda não era difundido. Ele só pôde ter salários maiores após os anos 60, quando houve uma diversificação do público no futebol. Um exemplo disso é que inexistia campeonatos nacionais (exceto os de seleções estaduais e o de 1937) até a conquista da primeira copa do mundo do Brasil (em 1958).²
A maioria dos jogadores profissionais do futebol masculino ganham um rendimento baixo, mesmo comparado com atletas do futebol feminino com o mesmo nível de habilidades técnicas. Na série C e inferiores, por exemplo a maioria dos jogadores ganham salários baixos, mesmo em comparação a jogadoras do futebol feminino com habilidade técnica semelhantes.³ Os jogadores destas ligas saem do Brasil para ter maiores oportunidades de salários mesmo em ligas de escalão mais baixos no futebol estrangeiro. Isso confronta o fato que os jogadores do futebol masculino em geral ganham mais que os atletas da modalidade feminina.
A maioria das mulheres não tem o interesse em se transformar em jogadoras e a maioria dos rapazes até os anos 60 também não tinham interesses no esporte⁴. Boa parte das mulheres não consomem futebol, especialmente o futebol feminino.
Há esportes cujos rendimentos masculinos e femininos são equivalentes, como vôlei, basquete e até com vantagem feminina, como em ginástica rítmica. Áreas como moda, atuação e escrita tem profissionais femininas que ganham mais do que os profissionais do sexo oposto.
Caso Auckland City: clube semiamador que disputou o mundial de clubes e chegou a empatar com um time de futebol profissional sul-americano. Não recebem salários, a não ser incentivos governamentais para jogar. O salário dos jogadores equivalem a trabalhadores em empresas brasileiras de empregos com nível médio de escolaridade (cerca de R$ 2000,00)⁵.
Isso ocorre também em muitos times de futebol masculino, mesmo em ligas com alto nível de competitividade. Ex: brasileirão Série C, campeonatos estaduais como o mineiro, o goiano, ou copa verde etc... Isso também ocorre com seleções, como San Marino⁶, na Europa, diversas seleções da Oceania, da Concacaf, da Ásia e de países com populações menores na África.
Por último, o futebol tem um público amplamente masculino, ou seja, quem consome futebol e o pratica ainda são homens⁷. A maior parte do engajamento em publicações de futebol são de homens, ou seja, o esporte tem mais praticantes e até mesmo torcedores do sexo masculino.
Conclusões: o futebol feminino tem um nível mediano de salário, que deve ser aumentado, porém ainda levará um certo tempo para desenvolver características que possam torná-los equivalentes ao futebol profissional masculino de alto nível. Mesmo o futebol masculino como um todo não tem equivalência de salário entre os jogadores de mesma posição, além dos jogadores de posições distintas e clubes distintos.
Por isso, é errônea a vinculação de um mesmo salário entre jogadores de alto nível do futebol já consolidado com o futebol feminino ainda em fase de consolidação. É necessário tempo, esforço e popularização da modalidade feminina para que esta tenha um patamar financeiro semelhante.
Por último, comparar salários entre Neymar e Marta esconde uma desigualdade de salários tanto entre os jogadores do próprio futebol masculino quanto entre jogadoras do futebol feminino. O futebol é apenas uma parte pequena da sociedade e a equivalência de salários seria mais eficiente se considerarmos setores essenciais ao desenvolvimento humano, como ciências, tecnologias e até mesmo o trabalho braçal, onde a desigualdade de gênero é mais impactante do que o futebol.
OBS: Nesta publicação não está inserida a opinião do autor, mas fatores que tornam desiguais os salários do futebol masculino e feminino e entre os jogadores da mesma modalidade.