GEEK CAMPINENSE
Blog do Guilherme Felipe Agapto: o primeiro medalhista de Campina do Monte Alegre em competições científicas internacionais. Administrador, estudante de matemática no IFSP, palmeirense, tio e astrônomo amador.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
BALANÇO DOS PRIMEIROS 3 MESES DE 2026
domingo, 23 de novembro de 2025
PALAVRAS QUE SÃO UTILIZADAS PELA GERAÇÃO Z QUE NÃO FAZEM SENTIDO
Algumas palavras também são utilizadas em contextos que dificultam a comunicação e outras distorcem o significado de uma palavra ou ainda são ferramentas para picaretagem linguística.
1- Farmar aura: uma das palavras mais citadas pelos jovens, mas não faz sentido algum, pois nenhum dos termos são termos da língua portuguesa, sequer o termo "farmar", que é uma aportuguesação do termo "farm" que é cultivar. No português existem palavras mais adequadas como cultivar e exercer/criar influência sobre alguém.
2- Outra palavra muito utilizada pelas pessoas da geração Z (e que, infelizmente, contaminou outras gerações) é o termo "coach". Em português é o mesmo que técnico ou treinador/preparador. Geralmente quem se diz "coach" geralmente é um picareta que transforma o nome numa alavanca financeira para dar golpe vendendo supostas fórmulas prontas de enriquecimento.
3- Pronomes neutros, como "elu", "delu" e "todes". São termos muito utilizados pela geração Z e que parecem um vocabulário mais inclusivo, mas que, num contexto em que as pessoas mal conseguem conjugar verbos no infinitivo, a obrigação do uso destes termos torna a dificuldade linguística ainda mais evidente. Além disso, boa parte das línguas que utilizam o pronome "neutro", como no caso do alemão e do inglês (Das e It, respectivamente) utiliza o pronome não como o de uma pessoa, mas no sentido de "coisa". Fora toda esta polêmica, o uso da linguagem neutra sem qualquer outra estratégia eficaz de inclusão torna a adoção desta exclusivamente de cunho demagógico.
4- Personal Trainer: quem nunca viu uma notícia onde uma loira trai o marido com um "personal trainer". Entretanto a profissão mais odiada pelos jogadores de futebol também é uma traição linguística, já que o termo em português (treinador ou preparador pessoal) teria menos "glamour" (outro termo estrangeiro) para ser uma ocupação de talaricos.
5- Termos alfa, beta, sigma, entre outros, quando fala em sexualidade. Tem gente que mal aprenderam o português e que, usando os termos do alfabeto da Grécia, estão LITERALMENTE falando grego.
terça-feira, 16 de setembro de 2025
ESTUDANTE DE CAMPINA DO MONTE ALEGRE (E IFSP CAMPUS ITAPETININGA) OBTÉM A 5ª MEDALHA EM 15 MESES
ESTUDANTE TEVE MEDALHAS DE PRATA E BRONZE EM OLIMPÍADAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS EM VÁRIAS ÁREAS, ALÉM DE DUAS MENÇÕES HONROSAS.
domingo, 10 de agosto de 2025
POR QUÊ LEVARÁ TEMPO PARA OS SALÁRIOS DOS JOGADORES E JOGADORAS TORNAREM IGUAIS?
Recentemente, uma entrevista da jogadora Marta evidenciou a diferença técnica e social entre os desportos masculinos e femininos. Enquanto Marta evidenciava que seu chute era indefensável para qualquer goleiro do futebol masculino, internautas colocaram defesas de goleiros do futebol masculino em arremates ainda melhores que o da Marta, evidenciando o argumento oposto.
Marta foi alvo de ironias nas redes sociais após as declarações sobre o chute supostamente indefensável.
Isso reacendeu discussões sobre a equivalência dos salários entre os jogadores do futebol masculino e feminino. Alguns argumentos para a disparidade entre os salários são os seguintes:
Futebol feminino é um esporte ainda em transição, sendo em grande parte amador ou semiprofissional.
Futebol feminino precisa ganhar espaço antes da equivalência de salários. O futebol feminino enfrenta uma forte concorrência com o futebol masculino até mesmo com outras modalidades. Porém o espaço está crescendo com o marketing e os salários estão em tendência de crescimento.
Futebol feminino é tecnicamente mediano, na maioria dos clubes. O futebol praticado por Marta &Cia é de alto nível, mas a maior parte dos clubes brasileiros ainda não tem um nível técnico profissional, com goleadas,¹ desigualdade entre os clubes com mais torcida e investimentos e os menos visados ou com menor torcida.
O futebol masculino entre 1940 e 60 tinha salários menores, especialmente porque ainda não era difundido. Ele só pôde ter salários maiores após os anos 60, quando houve uma diversificação do público no futebol. Um exemplo disso é que inexistia campeonatos nacionais (exceto os de seleções estaduais e o de 1937) até a conquista da primeira copa do mundo do Brasil (em 1958).²
A maioria dos jogadores profissionais do futebol masculino ganham um rendimento baixo, mesmo comparado com atletas do futebol feminino com o mesmo nível de habilidades técnicas. Na série C e inferiores, por exemplo a maioria dos jogadores ganham salários baixos, mesmo em comparação a jogadoras do futebol feminino com habilidade técnica semelhantes.³ Os jogadores destas ligas saem do Brasil para ter maiores oportunidades de salários mesmo em ligas de escalão mais baixos no futebol estrangeiro. Isso confronta o fato que os jogadores do futebol masculino em geral ganham mais que os atletas da modalidade feminina.
A maioria das mulheres não tem o interesse em se transformar em jogadoras e a maioria dos rapazes até os anos 60 também não tinham interesses no esporte⁴. Boa parte das mulheres não consomem futebol, especialmente o futebol feminino.
Há esportes cujos rendimentos masculinos e femininos são equivalentes, como vôlei, basquete e até com vantagem feminina, como em ginástica rítmica. Áreas como moda, atuação e escrita tem profissionais femininas que ganham mais do que os profissionais do sexo oposto.
Caso Auckland City: clube semiamador que disputou o mundial de clubes e chegou a empatar com um time de futebol profissional sul-americano. Não recebem salários, a não ser incentivos governamentais para jogar. O salário dos jogadores equivalem a trabalhadores em empresas brasileiras de empregos com nível médio de escolaridade (cerca de R$ 2000,00)⁵.
Isso ocorre também em muitos times de futebol masculino, mesmo em ligas com alto nível de competitividade. Ex: brasileirão Série C, campeonatos estaduais como o mineiro, o goiano, ou copa verde etc... Isso também ocorre com seleções, como San Marino⁶, na Europa, diversas seleções da Oceania, da Concacaf, da Ásia e de países com populações menores na África.
Por último, o futebol tem um público amplamente masculino, ou seja, quem consome futebol e o pratica ainda são homens⁷. A maior parte do engajamento em publicações de futebol são de homens, ou seja, o esporte tem mais praticantes e até mesmo torcedores do sexo masculino.
Conclusões: o futebol feminino tem um nível mediano de salário, que deve ser aumentado, porém ainda levará um certo tempo para desenvolver características que possam torná-los equivalentes ao futebol profissional masculino de alto nível. Mesmo o futebol masculino como um todo não tem equivalência de salário entre os jogadores de mesma posição, além dos jogadores de posições distintas e clubes distintos.
Por isso, é errônea a vinculação de um mesmo salário entre jogadores de alto nível do futebol já consolidado com o futebol feminino ainda em fase de consolidação. É necessário tempo, esforço e popularização da modalidade feminina para que esta tenha um patamar financeiro semelhante.
Por último, comparar salários entre Neymar e Marta esconde uma desigualdade de salários tanto entre os jogadores do próprio futebol masculino quanto entre jogadoras do futebol feminino. O futebol é apenas uma parte pequena da sociedade e a equivalência de salários seria mais eficiente se considerarmos setores essenciais ao desenvolvimento humano, como ciências, tecnologias e até mesmo o trabalho braçal, onde a desigualdade de gênero é mais impactante do que o futebol.
OBS: Nesta publicação não está inserida a opinião do autor, mas fatores que tornam desiguais os salários do futebol masculino e feminino e entre os jogadores da mesma modalidade.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
NATURAL OU SINTÉTICO? CALENDÁRIO E OUTROS PROBLEMAS EXTRA-CAMPO SÃO MAIS URGENTES QUE A ESCOLHA DO GRAMADO
Por Guilherme Felipe Agapto
Administrador e estudante de matemática do IFSP.
Há uma crescente discussão sobre o uso dos gramados sintéticos para as partidas de futebol. Dudu, Thiago Silva e Memphis Depay, só para citar alguns nomes são veementemente contra ao uso desses gramados.
Um dos argumentos mais citados é o fato de que o gramado sintético pode ser superaquecido, principalmente em situações como as ondas de calor no Brasil, algo que poderia causar impactos na saúde dos jogadores e na qualidade técnica.
Entretanto, há outras situações que podem impactar a partida com relação aos gramados sintéticos. Os mesmos podem ser prejudiciais tecnicamente, principalmente por a bola "rolar mais rápido" nestes gramados, mudando o padrão de jogo.
Outra dificuldade seria com as lesões dos jogadores. Todavia, não há base científica para tal argumento. O gramado sintético pode ser melhorado para evitar tais lesões e o estilo de jogo pode ser modificado com relação ao tipo de gramado utilizado.
O gramado sintético é utilizado em muitas ocasiões quando a recuperação do gramado natural é insuficiente para os jogos. Eventos como shows, apresentações, festas e outras atividades podem impactar muito na qualidade do gramado natural. Chuvas, dificuldade na fertilização e na hidratação do gramado, além da baixa incidência do sol em estádios modernos pode impactar na qualidade do gramado (e consequentemente do jogo) e influenciar nos placares.
Além disso, gramados naturais mal cuidados podem causar lesões ainda mais sérias do que o gramado sintético e prejudicar o andamento do jogo. Em certas ocasiões, gramados naturais de futebol podem se transformar em verdadeiros campos de polo aquático, e se tornarem escorregadios a ponto de causar entorses, fraturas e problemas na saúde dos atletas. Gramados naturais mal-cuidados, principalmente em áreas secas, podem potencializar as contusões de jogadores pela dureza de seus materiais.
Outros problemas extra-campo podem ser mais importantes do que apenas a escolha dos gramados. O "fair play" financeiro, o calendário e outras variáveis que afetam a qualidade dos jogos são tão ou mais importantes que a escolha do tipo de gramado. Questões como estas são mais urgentes para serem resolvidas do que apenas preferir este ou aquele piso.
O futebol é mais do que um simples espetáculo. É uma cultura nacional e deve ser tratada com respeito e não apenas resolvido com alterações pontuais e soluções pouco efetivas.
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
FIM DA ESTABILIDADE NOS CONCURSOS: QUAIS SÃO OS RISCOS PARA A ECONOMIA NACIONAL?
Um tema bastante discutido é o fim na estabilidade nos concursos públicos. Porém este problema vai além do possível fim do regime estatutário, pois impactará seriamente em vários setores da sociedade, principalmente os serviços públicos e poderá levar à precarização na qualidade so setor público.
1º MOTIVO: DIMINUIÇÃO DA CONFIANÇA DA POPULAÇÃO NO SETOR PÚBLICO
Um dos motivos é a própria falta de estabilidade, que pode causar alguns problemas comuns em empresas privadas e também recorrentes em empresas públicas: a contratação de trabalhadores com critérios pouco claros, o que pode fazer com que a transparência seja prejudicada. Um exemplo é a dispensa de servidores sem motivos claros, e isto pode ser utilizado para situações como compra de votos. Algumas instituições poderão contratar concursados quase da mesma forma que um cargo comissionado e isto diminuirá bastante a confiança nos servidores por parte da população.
2º MOTIVO: AUMENTO DE EXONERAÇÕES DISCRIMINATÓRIAS.
Outro motivo é o aumento da discriminação em cargos públicos. Isto ocorre frequentemente em empresas do setor privado que demitem pessoas sem justa causa por motivos pouco com o desempenho do trabalho.
3º MOTIVO: AUMENTO DE ROTATIVIDADE NO SETOR PÚBLICO
A falta de motivação para se qualificar será um problema de grandes proporções neste período, pois a estabilidade é um dos chamarizes para o servidor público. Uma vez que não há a asseguração do servidor, pessoas menos qualificadas para o cargo serão selecionadas e a qualidade do serviço será menor. A rotatividade gerada pela falta de estabilidade do setor fará que as instituições públicas façam mais editais de concursos e processos seletivos, onerando excessivamente o setor, o que impactará de uma forma expressiva o mercado de trabalho.
4º MOTIVO: PRECARIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS
Um dos prejuízos desta falta de estabilidade é a precarização de serviços mais básicos. Um exemplo é a coleta de lixo e a prestação de serviços de limpeza, saúde, segurança, dentre outros serviços nas instituições públicas. Como as exonerações serão mais frequentes, as instituições terão menos servidores para serviços considerados essenciais. Isto pode impactar seriamente na qualidade de vida da população e na visão que as pessoas tem do serviço público.
CONCLUSÃO:
Ou seja, em vez de ter colaboradores mais motivados para servir o povo, o fim da estabilidade poderá diminuir a qualidade do serviço público e também aumentar a corrupção, que é um dos maiores problemas no serviço público, o que impactará de uma forma negativa na sociedade como um todo.